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EDGAR MORIN
Acompanhar,
evolutivamente, as obras de Morin é percorrer uma história pessoal de
quereres e saberes, onde se desvela a vivência, a multiplicidade de esforços
da juventude, que dá lugar aos esforços do saber múltiplo da vida. Vida
vivida e pensada enquanto vida articulada, invasiva e invadida por diferentes
domínios. Do cosmos, da terra-pátria, da política global aos demônios
pessoais, às mais sofisticadas teorias científicas, nada escapa ao autor
que, num arcabouço lógico, se faz presente e presenteia o leitor com uma
proposta de religação de saberes e do indivíduo à humanidade. Diferente
de outros pensadores que, na intenção da clareza objetiva em seus escritos
subtraem o subjetivo, Morin assume a subjetividade em seus aspectos contraditórios
como componente da vida e do pensar – objeto de suas pesquisas nas últimas
décadas. Assim, a obra interpreta a trajetória do homem. Envolvido e
envolvente, Morin retrata um homem ativamente partícipe da cultura ocidental
do século XX e já, com mais de oitenta anos, absolutamente inserido e
altamente produtivo no século XXI. Em razão de sua vasta obra, a apresentação, se tem, por um lado, um fio cronológico vital, por outro, pretende remeter o leitor às obras que, de certa maneira, podem figurar como representativas dos diversos estágios de sua vida. Isso absolutamente não implica, como se verá, um encaminhamento linear das idéias, já que tanto a vida quanto seus textos revelam bifurcações, retomadas, saltos, alegrias e tristezas, mitos e ciência... que não cabem nesse padrão de entendimento. O objetivo é facilitar o acesso, via ao que, subjetivamente, interessa.
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Ass. Palas Athena - SP - 1998 Izabel Petraglia e Edgar Morin
“(...) Por isso, os amigos parecerão figurantes, os amores ficarão invisíveis, ainda que o amor e a amizade sejam o mais importante de minha vida. O que me é mais
caro perderá seu corpo e até desaparecerá na sua essência.”
“(...)
E de mim mesmo só aparece o aparente (...)”
Paris
- França - Julho de 2001
Viseu - Portugal - Abril de 2002 Humbero Mariotti, Morin, Izabel Petragia e Cleide Almeida
Paris - França - 2004 Morin e Pena-Vega
“(...)
Não sou daqueles que têm uma carreira, mas dos que têm uma vida. No entanto,
eu não quis contar tudo de minha vida, e não quis revelar o mais íntimo de
mim mesmo. Há, seguramente, neste livro, incessantes evocações de vida,
incessantes interferências da alma e da carne. Mas, inevitavelmente, faltarão
nele muita alma e muita carne.”
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